Toscana – Pisa: Entre os vales do Arno e do Serchio, a meio caminho entre Pisa e Lucca surge o município de San Giuliano Terme, um município na Toscana, em Itália, rico de história, de prestigiosas propriedades, de belezas artísticas e ambientais, habitado desde o período Neolítico. É no período Romano que a aldeia de San Giuliano Terme, na Toscana, em Itália, conhece os seus primeiros esplendores: remonta aquela época o aqueduto que conduzia as preciosas e benéficas águas termais aos “Banhos de Nero”, o antigo nome das termas de Pisa. O testemunho de como já naquela época eram apreciadas as virtudes terapêuticas destas fontes, é uma oferta de Plínio o Velho, que mencionará nos seus escritos, por mais de uma vez, o uso das “águas pisanas”.
Os oito arcos do aqueduto romano no município da Toscana, ainda hoje existentes na localidade de Caldaccoli (Calidae aquae), permanecem como vestígios do povoamento romano. Após alguns séculos de abandono, no século XII, as termas de San Giuliano na Toscana, conhecem uma nova vida graças aos sucessos militares da República Pisana (é o ano de 1112 quando Matilde de Carossa decide de restaurar radicalmente as termas), ainda que seja sob o domínio do Grão-ducado da Toscana que as termas regressam novamente ao seu pleno esplendor.
De 1406, quando Pisa e os seus territórios caem sob a dominação Toscana, os Médicis iniciam a transformação desta aldeia termal onde surge a exclusiva propriedade para venda, num lugar de bem-estar para a nobreza. A partir do séc. XV são construídas belíssimas propriedades de luxo, obra de importantes famílias pisanas e florentinas que, pela brandura do clima e pela beleza da natureza, as utilizam como residências para passar as férias. O artesão principal da notoriedade das termas de São Julião na Toscana, em Itália, permanece o Grão-duque da Toscana, Francisco I de Lorena, que investiu num plano de lançamento e valorização dos benefícios das águas termais e que deu forma e prestígio às próprias, fazendo das termas de São Julião a sua residência de Verão.
Foi neste período, na segunda metade do séc. XVIII, que as termas de São Julião atingiram a sua notoriedade máxima hospedando nobres e artistas, italianos e estrangeiros, estes últimos frequentemente de paragem nas suas “grand tour” de formação pela Europa. Naqueles anos foram hóspedes das termas na Toscana, em Itália, personalidades do calibre de Vittorio Alfieri, Michel de Montaigne, Percy Bysshe Shelly, Lord Byron, Luís Bonaparte, Paolina Borghese, Gustavo III da Suécia, o príncipe real de Inglaterra (futuro rei Jorge IV), a condessa de Albany, o general Murat, Giacomo Puccini e tantos outros, um testemunho da fama e do brilho do qual as termas gozavam naquele período.